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Spoofing pode levar a fraudes financeiras e roubo de identidade; como se proteger?

Felipe Oliveira
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Atualizado por Alexandre Rodrigues em 14.09.2022

Se passar por alguém conhecido para ganhar a confiança e depois aplicar um golpe. Esse é basicamente o resumo do spoofing, um crime que ocorre quando um cibercriminoso disfarça um telefone, e-mail ou até mesmo o IP, para fingir ser quem não é.

O objetivo dos fraudadores é enganar as vítimas, sejam pessoas ou empresas, para conseguirem o que querem. Para fazer uma analogia, se você já assistiu ao filme Harry Potter e o Cálice do Fogo, o quarto da série, deve se lembrar que o personagem Bartolomeu Crouch Jr. sequestra Alastor Moody e toma uma poção para se passar por ele e fazer Harry Potter ir até uma chave de portal para, enfim, participar de um ritual no qual Valdemort é revivido.

Não, os fraudadores não tomam nenhuma poção polissuco – nem mesmo sequestram as pessoas para se passarem por elas.  No caso do spoofing, isso é feito de diversas formas com objetivo de obter informações e até mesmo aplicar fraudes financeiras e roubo de identidade.

O spoofing ficou famoso ao ser bastante falado na imprensa em 2019, quando o então Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, sofreu um ataque e teve mensagens de seu celular vazadas.

Conheça os tipos de spoofing

Spoofing de Device 

No Spoofing de Device, o fraudador faz uso de técnicas e ferramentas para parecer que está utilizando um dispositivo diferente. Essas ferramentas geram informações de software e hardware projetadas para enganar os sistemas de monitoramento. 

Como os sites monitoram o tráfego de rede para melhorar a segurança contra fraudes, os cibercriminosos falsificam os dispositivos que usam para ocultar suas intenções.

Spoofing de IP

O Spoofing de IP tem um nível técnico mais profundo, sendo inclusive um dos tipos de spoofing mais comuns e recorrentes. Todo dispositivo conectado à internet tem um endereço de IP, com intuito de toda a rede saber quem está dizendo cada coisa – como se fosse uma identidade de cada um deles. O objetivo do spoofing de IP é modificar o endereço de IP legítimo de um dispositivo dentro de uma rede fechada para que o sistema para o qual um pacote é direcionado não consiga identificar corretamente o seu remetente.

Spoofing de Biometria 

Fraudadores empregam métodos capazes de falsificar rostos na tentativa de burlar os sistemas de reconhecimento ou a validação do liveness, como por exemplo: a injeção de imagens. Neste caso, o fraudador procura substituir a imagem capturada de forma legítima por uma foto manipulada na intenção de fraudar o processo biométrico.

Spoofing de E-mail 

O spoofing de e-mail provavelmente é um dos mais comuns entre todas as modalidades e ocorre quando o fraudador envia um e-mail se passando por uma empresa.  Para convencer a pessoa a clicar (ou baixar o conteúdo), a mensagem normalmente vem com senso de urgência como uma cobrança de dívidas.

Spoofing de site

Um dos mais comuns é o spoofing de site, no qual os fraudadores replicam um site real, criando uma versão fake.  Nela, os golpistas recebem as credenciais dos usuários quando fazem o login.

Riscos do spoofing

O spoofing traz diversos riscos e não apenas aos usuários finais, mas principalmente às empresas. Se um fraudador consegue entrar em uma rede e se passar por um funcionário, ele certamente conseguirá conquistar a confiança de outro funcionário para ter acesso a dados sensíveis que podem ser utilizados contra a companhia.

Além disso, golpistas podem obter e vazar dados de clientes, o que traria grandes prejuízos à reputação da marca – o que muitas vezes acaba custando mais do que os próprios prejuízos financeiros.

Como proteger minha empresa?

O spoofing certamente pode trazer grandes prejuízos, mas mantenha a tranquilidade e saiba que existem formas de proteger a sua empresa. Uma plataforma que realiza uma análise do dispositivo robusta pode ser fundamental contra esse tipo de fraude.

A proteção em camadas, por exemplo, envolve uma combinação de diferentes controles de segurança. De maneira geral, pode-se dizer que se uma destas camadas não conseguir barrar uma tentativa de fraude, a próxima poderá atuar. 

Com a análise do device é possível, por exemplo, obter informações importantes, como a geolocalização, as redes de wi-fi utilizadas, o modelo e fabricante de um dispositivo, além de inúmeras outras variáveis que podem ser utilizadas para barrar um ataque.

AllowMe é uma plataforma de prevenção à fraude para identidades digitais, que ajuda negócios a melhorarem seus resultados financeiros de maneira segura e simples, através de uma solução completa, personalizável e transparente. 

Nossos especialistas em prevenção à fraude direcionam nossos clientes para que eles possam gerenciar e identificar tentativas de fraudes em todas as etapas da jornada do usuário final da maneira mais otimizada possível. 

Baixe agora o nosso material e saiba mais sobre os 5 Tipos de Spoofing. 

Artigo escrito por Felipe Oliveira

Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar direto da redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, atuar com marketing no mercado de prevenção à fraude e pagamentos digitais. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de YouTube sobre games antigos.

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